domingo, 25 de agosto de 2013

Cálculo Renal
Apesar de ser necessário o estudo metabólico do paciente com cálculo renal de repetição para estabelecer o tratamento específico, algumas medidas terapêuticas nutricionais podem ser instituídas, e muitas vezes são imprescindíveis. A primeira delas é a ingestão de líquidos de modo que o paciente urine no mínimo dois litros por dia. Qualquer intervenção terapêutica, por melhor que seja não surtirá o efeito desejado se não houver uma adequada ingestão de líquidos para que a urina seja bem diluída. A segunda medida está ligada ao cálcio na dieta, como leite e derivados. O aumento da ingestão de cálcio por meio de suplementos ou medicamentos eleva a chance de pedra nos rins. Contudo, por mais paradoxal que possa parecer, a dieta pobre em cálcio aumenta a incidência de cálculos renais e deve ser evitada. O correto é a dieta normocalcêmica. Tanto o sal quanto as proteínas de origem animal também aumentam a probabilidade de cálculo renal. Uma dieta com pouco sal e com quantidades moderadas de proteína animal é a mais recomendada. O cálculo é formado nos rins por excesso de cálcio, oxalato, ácido úrico ou cistina na urina (substâncias importantes no metabolismo renal). Este excesso pode acontecer porque a pessoa excreta níveis elevados destas substâncias na urina ou porque ingere pouco líquido e apresenta, portanto, uma urina muito concentrada, favorecendo o aparecimento dos cálculos. Outro fator que predispõe o aparecimento de pedra nos rins é o nível baixo de citrato na urina, substância que tem a capacidade de dificultar a formação de cálculos renais. O diagnóstico de cálculo renal é feito clinicamente, quando sintomático, ou por meio de exames laboratoriais. As manifestações clínicas mais frequentes são dor nas costas unilateral e de forte intensidade, que não tem relação com a postura do paciente e que irradia para o flanco (parte lateral do abdome à esquerda e direita do umbigo), mas há casos que se manifestam com dor abdominal, ao urinar ou a presença de sangue na urina, entre outros sintomas. É muito importante saber que o cálculo renal não é uma doença e sim um sintoma, manifestação de doenças como hipercalciúria idiopática, hiperparatireoidismo, cistinúria e hiperuricemia, entre outras. Fica claro, portanto, que o tratamento de um paciente com cálculo renal deve ser individualizado, dependendo da doença que levou ao aparecimento das pedras nos rins. O tratamento ou a dieta indicada para uma pessoa com cálculo renal pode não ser adequado para outra! Nos casos em que há um número grande de cálculos, ou naqueles em que o paciente apresenta crises recorrentes, deverá ser feito o estudo metabólico para identificar qual o distúrbio que está levando à formação das pedras, para, então, estabelecer algum tipo de tratamento preventivo com objetivo de evitar o aparecimento de novos cálculos. Quando se faz somente a retirada dos cálculos, mas não é tomada nenhuma medida preventiva, a chance de novos cálculos aparecerem é maior.

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