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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Enxaqueca: o que é e como a alimentação pode interferir nas dores de cabeça?

A enxaqueca é uma das doenças mais comuns nos dias de hoje, sendo considerado um dos grandes males do estilo de vida contemporâneo e acomete, na maioria das vezes, mulheres. Geralmente, as primeiras ocorrências desse problema se dão logo após a adolescência e elas podem ser desencadeadas por inúmeros fatores. Condições genéticas, ambientais (situações estressantes, poluição, barulho ou mudanças bruscas de temperatura, entre outras), hormonais (ovulação, menstruação, menopausa…), comportamentais (mau-humor constante, excesso de autocrítica, irritabilidade, ansiedade etc), de saúde (problemas hepáticos ou digestivos) ou ainda a falta e a má qualidade do sono estão entre as causas que geram ou potencializam episódios de enxaqueca. A alimentação também está intimamente ligada aos quadros de enxaqueca, podendo funcionar como um gatilho para desencadeá-los ou como um aliado no combate às dores de cabeça que tanto incomodam e nos fazem perder o jogo de cintura no dia a dia. Embora cada pessoa perceba a enxaqueca de uma maneira diferente, na maioria dos casos ela é caracterizada por uma dor pulsátil (latente), que normalmente acontece só de um dos lados da cabeça. Alguns dos efeitos colaterais mais comuns às crises são a presença de náuseas e de sensibilidade à luz ou a sons. Muitas pessoas também visualizam um tipo de “aura”, ou possuem outros distúrbios visuais como flashes de luz, pontos escuros e linhas em ziguezague que podem causar incapacidade para realização de atividades cotidianas. Como a alimentação interfere na enxaqueca? Algumas substâncias presentes em determinados alimentos têm a capacidade de provocar alterações no calibre dos vasos sanguíneos de pequeno porte existente no cérebro, contraindo-os e posteriormente os dilatando, e são justamente essas variações de diâmetro das veias que provocam as dores de cabeça e as consequentes mudanças na visão. Para quem sofre de cefaleias constantes, enxaqueca ou outros problemas similares, os principais vilões alimentares são o consumo excessivo de glutamato monossódico, sal de cozinha comum, gorduras, cafeína, açúcar, aspartame e, em alguns casos, o leite. Sendo assim, todo cuidado com a alimentação é pouco para evitar as dores de cabeça e aumentar a qualidade de vida. Algumas dicas para evitar a enxaqueca: - Reduza ao máximo o consumo de álcool, alimentos com muito sal, açúcar e doces; - Não fique mais do que 3 horas sem se alimentar. Nos lanches intermediários, dê preferência a alimentos fonte de carboidratos integrais, que fornecem energia para o cérebro e promovem maior sensação de saciedade; - Coma mais frutas. Pelo menos 3 porções ao dia, pois elas contem água, vitaminas, minerais e açúcares naturais de fácil digestão como a frutose; - Mantenha-se hidratado: grande parte do nosso cérebro é composto por água; - Observe o que desencadeia sua dor. Isso varia de pessoa para pessoa; - Praticar atividades físicas pode ser muito interessante na prevenção das crises, pois aumento da irrigação sanguínea melhora o organismo como um todo; - Reduza o consumo de alimentos gordurosos e muito condimentados; - Tome menos café, refrigerantes, energéticos, chás preto e verde ou qualquer outro alimento que tenha cafeína em sua composição; - Cuidado com os alimentos adoçados com aspartame; - Durma mais e melhor. Uma boa rotina de sono faz toda a diferença na forma como seu corpo se comporta no dia a dia. - Dormir mais cedo e com o quarto bem escuro, sem interferência de luzes de TV ou computadores, pode ajudar na produção de melatonina – o hormônio que induz ao sono e é precursor da serotonina, fundamental para a recuperação das células. Com essas medidas simples, grande parte das crises de enxaqueca podem ser evitadas, dando um ganho importante no bem estar e na qualidade de vida de quem tanto sofre com essas dores irritantes.

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